Diferenças entre fones comuns e abafadores de som

Quando o assunto é conforto auditivo, especialmente para pessoas autistas, é comum surgir a dúvida: qual a diferença entre fones de ouvido e abafadores de som?

Apesar de parecerem semelhantes, esses dois acessórios têm funções, tecnologias e finalidades bem diferentes — e entender isso é essencial para escolher o que realmente traz mais bem-estar.

O papel dos sons no conforto sensorial

Para pessoas autistas, o som pode ser uma fonte de prazer ou de desconforto extremo.
Ambientes barulhentos, como escolas, escritórios ou ruas movimentadas, podem causar sobrecarga sensorial e desencadear ansiedade ou crises.

Por isso, tanto fones quanto abafadores são usados como ferramentas de controle sensorial — mas cada um funciona de forma distinta.

O que são fones de ouvido

Os fones de ouvido foram criados principalmente para reproduzir sons, como música, podcasts ou vídeos.

Eles podem ajudar no conforto auditivo apenas quando usados de forma estratégica, especialmente com sons relaxantes.

Tipos de fones

  1. Fones intra-auriculares (in-ear): encaixam dentro do canal auditivo.
  2. Fones supra-auriculares (on-ear): ficam apoiados sobre as orelhas.
  3. Fones circum-auriculares (over-ear): envolvem completamente as orelhas, oferecendo melhor isolamento.

Vantagens

  • Permitem ouvir sons calmantes ou música de forma controlada;
  • Modelos com cancelamento de ruído reduzem ruídos externos;
  • São portáteis e discretos.

Limitações

  • Não eliminam o som externo totalmente;
  • Podem causar desconforto após uso prolongado;
  • Se usados com volume alto, podem cansar o ouvido.

O que são abafadores de som

Os abafadores, por outro lado, não reproduzem nada.

Eles servem apenas para bloquear ruídos, criando uma barreira física que protege o ouvido de sons intensos e imprevisíveis.

São amplamente usados em contextos como:

  • Escolas e locais barulhentos;
  • Espaços públicos com muito ruído;
  • Momentos de crise sensorial.

Vantagens

  • Reduzem o som externo sem emitir nada;
  • Proporcionam silêncio e sensação de calma;
  • São seguros e fáceis de usar, inclusive por crianças.

Limitações

  • Não permitem escutar música ou sons calmantes;
  • Podem parecer mais visíveis em ambientes sociais;
  • Requerem adaptação para uso prolongado.

Comparando fones e abafadores

CaracterísticaFones de ouvidoAbafadores de som
Função principalReproduzir áudioBloquear ruído
Isolamento sonoroMédio a alto (depende do modelo)Alto
Conforto auditivoDepende do volume e formatoAlto, se bem ajustado
Uso recomendadoRelaxar ouvindo sonsReduzir estímulos sensoriais
Ideal paraConcentração ou lazerSituações de sobrecarga auditiva

Qual escolher?

A escolha depende do objetivo e da sensibilidade de cada pessoa:

  • Para relaxar ou estudar: fones com cancelamento de ruído e sons suaves são ideais.
  • Para se proteger de ruídos intensos: abafadores são a melhor opção.
  • Para situações variadas: alternar entre os dois pode trazer equilíbrio.

Dica: combinar os dois

Muitas pessoas autistas se beneficiam ao usar abafadores sobre fones, especialmente quando desejam ouvir sons suaves enquanto bloqueiam o ruído do ambiente.

Essa combinação cria um espaço sonoro seguro e personalizado.

Entendendo o próprio conforto

O mais importante é respeitar a própria sensibilidade.

Alguns dias o silêncio será o melhor som, e em outros, uma música leve pode ser o que traz calma.
Ouvir o próprio corpo é o primeiro passo para encontrar o equilíbrio sensorial ideal.

Cuidar do som é cuidar da mente

Tanto os fones quanto os abafadores são ferramentas de autocuidado auditivo.
Mais do que escolher entre um ou outro, o importante é entender como cada um ajuda a trazer conforto e estabilidade emocional.

O silêncio e o som certo podem transformar o dia — e fazer o mundo parecer um pouco mais tranquilo.

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Importante!
Este blog é baseado na minha experiência pessoal como autista e tem fins informativos e de representatividade.
Não é um substituto para o aconselhamento médico ou diagnóstico profissional.
Para questões de diagnóstico e tratamento, consulte sempre um especialista em TEA.

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